{"id":1317,"date":"2016-08-23T20:15:48","date_gmt":"2016-08-23T19:15:48","guid":{"rendered":"http:\/\/heirsholdings.com\/?p=1317"},"modified":"2024-11-04T16:23:13","modified_gmt":"2024-11-04T15:23:13","slug":"empreendedorismo-responsabilidade-social-corporativa-papel-do-africapitalismo-setor-privado-combate-a-pobreza-nigeria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.heirsholdings.com\/pt\/entrepreneurship-corporate-social-responsibility-africapitalism-role-private-sector-fighting-poverty-nigeria\/","title":{"rendered":"Empreendedorismo, responsabilidade social corporativa e africapitalismo: o papel do setor privado no combate \u00e0 pobreza na Nig\u00e9ria"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>Observa\u00e7\u00f5es de<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Tony O. Elumelu<\/strong><strong>, VIGARISTA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Fundador da Funda\u00e7\u00e3o Tony Elumelu<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">no Instituto Nacional de Estudos Pol\u00edticos e Estrat\u00e9gicos;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Kuru, estado do planalto<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Ter\u00e7a-feira, 23 de agosto de 2016<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>ESTAT\u00cdSTICAS DE POBREZA E REDU\u00c7\u00c3O DA POBREZA NA NIG\u00c9RIA<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Mais de um bilh\u00e3o de pessoas vivem com menos de $1,25 por dia em todo o mundo. Estes s\u00e3o conhecidos como o bilh\u00e3o inferior.<\/li>\n<li>Destes, em 2012, 330 milh\u00f5es foram identificados como africanos que viviam em pobreza extrema, um aumento de 50 milh\u00f5es, face aos 280 milh\u00f5es em 1990.<\/li>\n<li>Segundo alguns especialistas, hoje, at\u00e9 70% de nigerianos podem ser classificados como vivendo em pobreza extrema. Isto representa um aumento significativo desde quando o exerc\u00edcio foi realizado pelo Banco Mundial, durante a Administra\u00e7\u00e3o Obasanjo, quando foi determinado que estava sob 50%, embora parte dele seja atribu\u00edvel a uma mudan\u00e7a na metodologia do seu c\u00e1lculo.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O triste facto \u00e9 que, apesar dos esfor\u00e7os valorosos do governo ao longo dos \u00faltimos 30 anos, da \u201cAusteridade\u201d ao \u201cPrograma de Ajustamento Estrutural\u201d, do \u201cMAMSER\u201d ao \u201cSURE-P\u201d, a pobreza est\u00e1 a aumentar na Nig\u00e9ria. Muito antes de sofrermos o golpe econ\u00f3mico da queda dos pre\u00e7os das mat\u00e9rias-primas, a pobreza j\u00e1 estava a aumentar. Mas os problemas da Nig\u00e9ria n\u00e3o s\u00e3o exclusivos do continente. Os pa\u00edses africanos partilham os desafios comuns da pobreza e do subdesenvolvimento.<\/p>\n<p>\u00c9 certo que estas estat\u00edsticas podem ser esmagadoras. Mas tamb\u00e9m tenho certeza que essa luta pode ser vencida!<\/p>\n<p>Isso captura a ess\u00eancia do v\u00eddeo que voc\u00ea acabou de ver.<\/p>\n<p>Estou certo de que a luta contra a pobreza n\u00e3o \u00e9 uma tarefa herc\u00falea a ser travada por um governo her\u00f3ico como \u00fanico interveniente. E tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 uma luta a ser travada apenas por ag\u00eancias doadoras ou governos estrangeiros por n\u00f3s.<\/p>\n<p>\u00c9 uma saga \u00e9pica, que deve ser travada por m\u00faltiplos intervenientes, n\u00e3o s\u00f3 para tirar toda a gente da pobreza, mas tamb\u00e9m para manter as gera\u00e7\u00f5es futuras fora da pobreza. E apesar da gravidade da situa\u00e7\u00e3o e dos milh\u00f5es de vidas que muitas vezes est\u00e3o em risco, estou tamb\u00e9m convencido de que, tanto quanto poss\u00edvel, as nossas interven\u00e7\u00f5es devem abordar o desafio da pobreza com grande optimismo, porque \u00e9 assim que seremos capaz de recrutar mais pessoas para a luta e por que elas continuar\u00e3o na luta.<\/p>\n<p>Minha maior contribui\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 o dinheiro. Est\u00e1 no fato de que eles podem se identificar comigo. Outro cara normal como a maioria deles. E quando eu digo a eles \u2013 se eu consegui, voc\u00ea tamb\u00e9m consegue, isso ressoa.<\/p>\n<p>O document\u00e1rio que acaba de ver \u00e9 uma cr\u00f3nica da cria\u00e7\u00e3o e do primeiro ciclo do Programa de Empreendedorismo da Funda\u00e7\u00e3o Tony Elumelu. E alguns de voc\u00eas j\u00e1 devem ter visto o recurso de alguns dos benefici\u00e1rios do programa feito pelo canal PBS para o p\u00fablico S.. O TEEP representa a minha resposta, como actor do sector privado, ao desafio da pobreza, n\u00e3o apenas na Nig\u00e9ria, mas em todo o continente africano. E como podem ver pelos rostos dos benefici\u00e1rios do programa e pelo nosso foco na cria\u00e7\u00e3o de emprego e riqueza, estamos a abordar este assunto em conjunto com zelo e grande optimismo. E estes nossos jovens est\u00e3o mais uma vez esperan\u00e7osos num amanh\u00e3 melhor. Isto \u00e9 fundamental porque o HOPE aborda a ansiedade e mant\u00e9m os jovens longe do extremismo, do vandalismo, das drogas, etc.<\/p>\n<p>Todos os dias, \u00e0 medida que estes empres\u00e1rios criam novos empregos e novos produtos, estamos a desbastar a montanha que \u00e9 a pobreza extrema.<\/p>\n<p>\u00c9 importante compreender, no entanto, que este programa de empreendedorismo \u00e9 \u00fanico porque \u00e9 sustentado por uma s\u00f3lida estrat\u00e9gia e filosofia empresarial que garantir\u00e1 a sustentabilidade do resultado dos nossos investimentos nestes empreendedores e no futuro de \u00c1frica. O programa representa o compromisso da Funda\u00e7\u00e3o Tony Elumelu de investir $100 milh\u00f5es ao longo dos pr\u00f3ximos 10 anos para identificar, formar, orientar e semear 10.000 empresas africanas. Pretendemos criar 1 milh\u00e3o de novos empregos e $10 mil milh\u00f5es em receitas adicionais para o continente, democratizando e institucionalizando a &#039;SORTE&#039; que tive quando jovem e que me levou a n\u00edveis significativos de sucesso no sector privado nigeriano e africano.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, estamos a identificar e a defender reformas pol\u00edticas que permitam n\u00e3o apenas aos empres\u00e1rios Tony Elumelu, mas a todos os empres\u00e1rios africanos a vontade de ter sucesso.<\/p>\n<p>Porque, em \u00faltima an\u00e1lise, o que procuramos \u00e9 o <u>E<\/u><u>CON\u00d4MICO<\/u> <u>TRANSFORMA\u00c7\u00c3O<\/u> <u>DE<\/u> <u>\u00c1FRICA<\/u>. E a resposta foi <u>\u00f3<\/u><u>v<\/u><u>e<\/u><u>esmagador<\/u>!<\/p>\n<p>No seu ano inaugural, recebemos 20 mil inscri\u00e7\u00f5es para as 1.000 vagas dispon\u00edveis e, este ano, mais de 45 mil aspirantes a empreendedores se inscreveram. Em Outubro, iremos acolher outra turma de 1000 empreendedores emergentes de 53 pa\u00edses de \u00c1frica, no F\u00f3rum de Empreendedorismo Elumelu, em Lagos. O programa e o f\u00f3rum servir\u00e3o para capacit\u00e1-los, inspir\u00e1-los e, o mais importante, ensinar estes jovens homens e mulheres africanos a tornarem-se pescadores.<\/p>\n<p>Tenho orgulho de vos dizer que na turma de 2015, os empres\u00e1rios nigerianos eram 480, e todos os 36 estados estavam representados este ano; Os nigerianos representam 601 (ou 60%) dos 1.000 principais, elevando o n\u00famero total de empreendedores nigerianos no nosso programa para 1.081.<\/p>\n<p>O facto de os nigerianos representarem mais de metade dos 2.000 benefici\u00e1rios escolhidos num processo de sele\u00e7\u00e3o baseado no m\u00e9rito liderado pela Accenture, e de todos os estados da federa\u00e7\u00e3o terem sido representados no programa em ambos os anos, s\u00e3o provas da for\u00e7a do esp\u00edrito empreendedor em nossa juventude nigeriana.<\/p>\n<p>Deixe-me compartilhar com voc\u00eas tr\u00eas exemplos concretos do que alguns desses empreendedores nigerianos est\u00e3o fazendo para ajudar a combater a pobreza por meio de solu\u00e7\u00f5es lucrativas e sustent\u00e1veis:<\/p>\n<ul>\n<li>No sector das TIC, um dos empres\u00e1rios Tony Elumelu, Nasir Daniya, do estado de Sokoto, criou uma aplica\u00e7\u00e3o para ligar todas as esquadras da pol\u00edcia nigerianas com fotografias de indiv\u00edduos procurados, uma lacuna cr\u00edtica na nossa coordena\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a nacional.<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li>Kehinde Yinusa, outra benefici\u00e1ria do programa, do Estado de Lagos, criou um programa que est\u00e1 agora a aumentar a distribui\u00e7\u00e3o de \u201ckits de parto\u201d econ\u00f3micos com produtos essenciais para ajudar as parteiras e as parteiras no processo de parto, a fim de ajudar a reduzir a mortalidade materna e infantil.<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li>Um terceiro empres\u00e1rio, Nkem Okocha, do Sudeste, est\u00e1 a mobilizar fundos para emprestar a microempres\u00e1rias femininas para apoiar os seus esfor\u00e7os para sair da pobreza.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Estes s\u00e3o todos <em><u>SOLU\u00c7\u00d5ES PARA O SETOR PRIVADO<\/u><\/em> aos desafios prementes de desenvolvimento que o nosso pa\u00eds e continente enfrentam. E eles est\u00e3o dispon\u00edveis <em><u>BEM AQUI<\/u><\/em> na Nig\u00e9ria, desde a nossa pr\u00f3pria juventude.<\/p>\n<p>Melhor ainda, estes empres\u00e1rios est\u00e3o a colaborar entre si para ampliar o alcance e o impacto dos seus neg\u00f3cios nas nossas popula\u00e7\u00f5es mal servidas. A n\u00edvel micro, com a sua vis\u00e3o e inova\u00e7\u00f5es, muitas destas start-ups e pequenas empresas est\u00e3o a adoptar uma abordagem ascendente ao desenvolvimento econ\u00f3mico e social, utilizando o capital e a experi\u00eancia do sector privado, para impulsionar a cria\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es locais para as necessidades locais. problemas em \u00e1reas centrais como alimenta\u00e7\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, \u00e1gua e saneamento, etc.<\/p>\n<p>A n\u00edvel macro, s\u00e3o uma express\u00e3o das solu\u00e7\u00f5es nigerianas para os problemas econ\u00f3micos e sociais da Nig\u00e9ria. E com cada neg\u00f3cio que crescem, com cada emprego que criam e com cada naira que geram, est\u00e3o a ajudar a criar uma onda de prosperidade que tirar\u00e1 fam\u00edlias, comunidades e a nossa na\u00e7\u00e3o da estagna\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica e do desespero, e para um futuro de dignidade e desenvolvimento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>COMBATER A POBREZA E AVAN\u00c7AR PARA O DESAFIO DO DESENVOLVIMENTO<\/strong><\/p>\n<p>Agora, como \u00e9 que o programa de empreendedorismo da Funda\u00e7\u00e3o Tony Elumelu se relaciona com a redu\u00e7\u00e3o da pobreza?<\/p>\n<p>Bem, tal como a maioria das pessoas, eu n\u00e3o poderia ser um espectador do sofrimento dos meus colegas africanos e da narrativa e imagens negativas que representam a percep\u00e7\u00e3o mundial do nosso continente, especialmente sendo um africano que foi t\u00e3o aben\u00e7oado com oportunidades e prosperidade por este mesmo continente difamado. E depois de v\u00e1rios anos de reflex\u00e3o, cheguei \u00e0 conclus\u00e3o de que se os africanos levam a s\u00e9rio a erradica\u00e7\u00e3o da pobreza e a consecu\u00e7\u00e3o do desenvolvimento, e a mudan\u00e7a da narrativa sobre o nosso continente, devemos reconhecer o seguinte:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li>Que ningu\u00e9m al\u00e9m de n\u00f3s nos salvar\u00e1. O desenvolvimento de \u00c1frica depende dos africanos.  Doadores e parceiros podem ajudar, mas o trabalho de desenvolvimento das nossas na\u00e7\u00f5es \u00e9 nosso<\/li>\n<li>Existe um paradigma de desenvolvimento predominante que n\u00e3o funcionou.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A abordagem tradicional ao desenvolvimento tem sido que os governos e os doadores invistam na sa\u00fade b\u00e1sica, na educa\u00e7\u00e3o e no acesso aos alimentos nos pa\u00edses em desenvolvimento, com a esperan\u00e7a de que os benefici\u00e1rios acabem por se tornar auto-suficientes. Mas tamb\u00e9m acredito que se ajudarmos as pessoas a tornarem-se auto-suficientes, proporcionando-lhes empregos e oportunidades econ\u00f3micas, elas comprar\u00e3o os mesmos bens e servi\u00e7os b\u00e1sicos que os governos e os doadores t\u00eam dificuldade em fornecer.<\/p>\n<p>Basicamente, a assist\u00eancia humanit\u00e1ria e as oportunidades econ\u00f3micas s\u00e3o duas faces da mesma moeda de desenvolvimento e tendemos a concentrar-nos na primeira em detrimento da segunda, com resultados limitados. Portanto, devemos elevar as oportunidades econ\u00f3micas de emprego como uma ferramenta para combater a pobreza e promover o desenvolvimento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li>Os governos n\u00e3o t\u00eam capacidade para satisfazer as necessidades di\u00e1rias b\u00e1sicas ou o emprego dos milh\u00f5es de jovens nigerianos que entram no mercado de trabalho todos os anos. Portanto, o sector privado deve ser parte integrante da nossa estrat\u00e9gia nacional de erradica\u00e7\u00e3o da pobreza e de desenvolvimento.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E foi este \u00faltimo ponto que me levou a desenvolver a filosofia econ\u00f3mica do Africapitalismo e o imperativo de cultivar uma gera\u00e7\u00e3o de empreendedores que se identificam como Africapitalistas - ou seja, empresas privadas que criam impacto financeiro e social nos sectores e geografias escolhidos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>T<\/strong><strong>H<\/strong><strong>E NASCIMENTO DO AFRICAPITALISMO<\/strong><\/p>\n<p>O Africapitalismo nasce da minha pr\u00f3pria experi\u00eancia de investimento no sector privado. Quando deixei o cargo de CEO da UBA em 2010 e fundei a Heirs Holdings, estava me aventurando a sair da minha zona de conforto, como <u>Banqueiro<\/u>, em novo territ\u00f3rio, como um <u>E<\/u><u>empres\u00e1rio<\/u>!<\/p>\n<p>Para ajudar a orientar as minhas decis\u00f5es de investimento, reservei algum tempo para refletir sobre quais princ\u00edpios, pr\u00e1ticas e decis\u00f5es sustentaram o sucesso do Standard Trust Bank e da UBA, o que aprendi e que impacto queria causar em todo o meu novo empreendimento. que eu queria:<\/p>\n<p>\u2013 Criar riqueza;<\/p>\n<p>\u2013 Promover o desenvolvimento na Nig\u00e9ria e em toda a \u00c1frica;<\/p>\n<p>\u2013 Fa\u00e7a isso a partir do setor privado; e<\/p>\n<p>\u2013 Oferecer benef\u00edcios sociais.<\/p>\n<p>E foi assim que nasceu o conceito de Africapitalismo.<\/p>\n<p>Acredito que, juntamente com a pobreza, os nossos maiores desafios na Nig\u00e9ria e em \u00c1frica incluem o potencial humano inexplorado \u2013 grande parte desse potencial existe entre os mais pobres, os desempregados e os jovens. Por conseguinte, a nossa agenda de desenvolvimento n\u00e3o deve centrar-se apenas no combate \u00e0 pobreza. Deve ser impulsionada por estrat\u00e9gias centradas na capacita\u00e7\u00e3o e na liberta\u00e7\u00e3o do potencial de milh\u00f5es de cidad\u00e3os marginalizados \u2013 o maior e mais abundante recurso natural do continente.<\/p>\n<p>Esta agenda de desenvolvimento moderna deve centrar-se na cria\u00e7\u00e3o de empregos, na abertura de oportunidades empresariais, na difus\u00e3o da prosperidade e na catapulta do pa\u00eds para um interveniente significativo numa economia global industrializada, em oposi\u00e7\u00e3o a uma economia que opera na periferia.<\/p>\n<p>Penso que esta nova atitude em rela\u00e7\u00e3o ao desenvolvimento merece uma abordagem pr\u00f3pria \u2013 AFRICAPITALISMO!<\/p>\n<p>O Africapitalismo afirma que o sector privado tem um papel de lideran\u00e7a a desempenhar no desenvolvimento de \u00c1frica. Um papel que deve reconhecer e abra\u00e7ar. Especificamente, o Africapitalismo promove investimentos de longo prazo em sectores estrat\u00e9gicos que proporcionam dividendos econ\u00f3micos para os accionistas e dividendos sociais para a sociedade. O africapitalismo \u00e9 necess\u00e1rio porque se os governos africanos e o sector privado continuarem a operar em paralelo, na melhor das hip\u00f3teses ser\u00e1 uma receita para \u201cMEDIOCRIDADE MUTUALMENTE GARANTIDA\u201d.<\/p>\n<p>No entanto, se os governos e as empresas africanas estiverem ligados por uma filosofia partilhada, princ\u00edpios comuns e objectivos coordenados para a promo\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio e do investimento, isso proporcionar\u00e1 a prosperidade partilhada que vemos.  Essencialmente, o Africapitalismo exige que o governo e o sector privado trabalhem em <u>\u00a0<\/u><u>&quot;COMPARTILHAR <\/u><u>D OBJETIVO.\u201d<\/u><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>RESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVA VS AFRICAPITALISMO<\/strong><\/p>\n<p>Agora, uma das \u00e1reas sobre as quais me pediram para falar \u00e9 a da Responsabilidade Social Corporativa (RSE) como ferramenta de combate \u00e0 pobreza. Acho que a RSE \u00e9 tremendamente valiosa.  \u00c9 \u00fatil para salvar e melhorar vidas e at\u00e9 mesmo para criar oportunidades econ\u00f3micas.  E \u00e9 importante para boas rela\u00e7\u00f5es com a comunidade, garantindo que a comunidade local beneficia de parte do valor obtido na sua esfera.  Na verdade, todas as minhas empresas praticam a RSE para desenvolver as comunidades onde operamos.<\/p>\n<p>Contudo, se o nosso objectivo colectivo \u00e9 o desenvolvimento transformador \u00e0 escala macro, a RSE n\u00e3o \u00e9 suficiente. Temos GRANDES PROBLEMAS e precisamos de GRANDES IDEIAS que gerem GRANDES RESULTADOS!  Na minha opini\u00e3o, a RSE vai longe, mas n\u00e3o o suficiente, para proporcionar um desenvolvimento sustent\u00e1vel \u00e0 escala que a Nig\u00e9ria exige.<\/p>\n<p>E \u00e9 aqui que a RSE difere do Africapitalismo.<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, a RSE \u00e9 uma actividade de grandes empresas e o Africapitalismo \u00e9 pratic\u00e1vel em empresas de todas as dimens\u00f5es.<\/p>\n<p>Em segundo lugar, a RSE envolve grandes empresas que realizam a sua actividade normal e, no final do ano fiscal, atribuem uma pequena parte dos seus lucros a programas sociais, geralmente, mas nem sempre, nas comunidades onde operam.<\/p>\n<p>O africapitalismo \u00e9 <em><u>N<\/u><\/em><em><u>Antigo Testamento<\/u><\/em> sobre o que uma empresa faz pela comunidade <em><u>DEPOIS\u00a0<\/u><\/em>fez o seu neg\u00f3cio e gerou lucros.<\/p>\n<p>O africapitalismo \u00e9 sobre <em><u>COMO<\/u><\/em> uma empresa cuida de seus neg\u00f3cios e <em><u>C<\/u><\/em><em><u>CHAP\u00c9U<\/u><\/em> tipo de neg\u00f3cio em que est\u00e1 envolvida, para garantir que sua pr\u00f3pria exist\u00eancia, estrat\u00e9gias e opera\u00e7\u00f5es gerem lucro <em><u>a<\/u><\/em><em><u>e<\/u><\/em> servir a sociedade.<\/p>\n<p>Portanto, recomendo uma abordagem africapitalista aos neg\u00f3cios, com a RSE a aument\u00e1-la, depois de obtidos os lucros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>EMPREENDEDORISMO<\/strong><\/p>\n<p>E isso me traz de volta ao Empreendedorismo. O empreendedorismo \u00e9 uma caracter\u00edstica fundamental do Africapitalismo e \u00e9 o caminho filantr\u00f3pico que utilizo para promulgar o Africapitalismo para promover o desenvolvimento em toda a \u00c1frica.<\/p>\n<p>Partilhei convosco anteriormente que acredito que as oportunidades econ\u00f3micas t\u00eam igual capacidade para combater a pobreza e promover o desenvolvimento e contei-vos sobre a minha pr\u00f3pria pr\u00e1tica do Africapitalismo e o sucesso que criou para mim pessoalmente e para os pa\u00edses onde os meus neg\u00f3cios operam.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m j\u00e1 lhe disse que acredito que ningu\u00e9m al\u00e9m de n\u00f3s desenvolver\u00e1 o nosso pa\u00eds e o nosso continente. Estas duas cren\u00e7as levaram-me a compreender que tenho uma responsabilidade adicional de replicar o meu sucesso e criar mais 1.000 Tony Elumelus e UBAs para ajudar a estimular a transforma\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica de \u00c1frica, nutrindo \u00a0<u>O<\/u> <u>Pr\u00f3ximo<\/u> <u>Gera\u00e7\u00e3o<\/u> <u>\u00f3<\/u><u>f\u00a0<\/u><u>Africanpitalistas.<\/u><\/p>\n<p>Por isso, eu diria que para combater eficazmente a pobreza e alcan\u00e7ar a \u201cprosperidade partilhada<em>\u201d, <\/em><em><u>C<\/u><\/em><em><u>E<\/u><\/em> <em><u>DEVE<\/u><\/em> <em><u>P<\/u><\/em><em><u>ROMOTO<\/u><\/em> <em><u>E<\/u><\/em><em><u>EMPREENDEDORISMO,<\/u><\/em> <em><u>COMO<\/u><\/em> <em><u>A<\/u><\/em> <em><u>NACIONAL<\/u><\/em><em> <u>PRIORIDADE.<\/u><\/em><\/p>\n<p>Os governos e as grandes empresas n\u00e3o t\u00eam capacidade para proporcionar emprego \u00e0s dezenas de milh\u00f5es de jovens africanos que entram no mercado de trabalho todos os anos. Portanto, DEVEMOS capacit\u00e1-los para criarem os seus pr\u00f3prios meios de subsist\u00eancia e, nesse processo, possivelmente criarem empregos para outros.  Isso significa que eles assumem o controle de seu futuro iniciando seus pr\u00f3prios neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>Muitos deles t\u00eam uma vis\u00e3o profunda dos seus mercados locais, das necessidades dos consumidores e de ideias para solu\u00e7\u00f5es geradas localmente. Mas est\u00e3o exclu\u00eddos da economia formal devido a obst\u00e1culos burocr\u00e1ticos e regulamentares, lacunas pol\u00edticas e uma permanente falta de acesso ao capital, aos mercados e \u00e0 forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Existem milh\u00f5es de empreendedores com milh\u00f5es de ideias que podem ajudar a alcan\u00e7ar a transforma\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica deste pa\u00eds e de todo o nosso continente. E eu n\u00e3o estou sozinho. Nos \u00faltimos anos, o Presidente Barack Obama organizou uma cimeira global de empreendedorismo para envolver positivamente os jovens na cria\u00e7\u00e3o de empregos para ocuparem a si pr\u00f3prios e aos outros, estabilizando as suas comunidades e ajudando a fazer crescer as suas economias nacionais.<\/p>\n<p>A Funda\u00e7\u00e3o Tony Elumelu \u00e9 co-presidente fundadora da Spark!, a coliga\u00e7\u00e3o privada que faz parceria com o governo dos EUA para espalhar a mensagem de oportunidade econ\u00f3mica como um caminho para a prosperidade e o desenvolvimento nacional.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m continuo a envolver os l\u00edderes africanos, a n\u00edvel presidencial, sobre o impacto transformador do empreendedorismo, trazendo os seus empres\u00e1rios nacionais at\u00e9 eles para lhes dizerem o que conseguiram alcan\u00e7ar com o apoio da Funda\u00e7\u00e3o Tony Elumelu e quais os o governo pode fazer para melhorar o ambiente prop\u00edcio ao seu sucesso e ao de outros empreendedores no seu pa\u00eds.<\/p>\n<p>Aqui em casa, sinto-me encorajado por alguns dos programas do nosso governo, para apoiar jovens empreendedores, mas temos de fazer mais para ajudar mais deles. Precisamos de pensar MAIOR!<\/p>\n<p>Outros pa\u00edses africanos aproveitaram a oportunidade. O governo da Costa do Marfim, por exemplo, decidiu que, com a assist\u00eancia t\u00e9cnica da minha funda\u00e7\u00e3o, ir\u00e1 duplicar o nosso programa de empreendedorismo para expandir e apoiar milhares de mais empres\u00e1rios marfinenses. No Uganda, pediram-nos que apoi\u00e1ssemos um parque industrial para start-ups.  Desenvolvemos uma parceria com o Governo do Estado de Kaduna, na Nig\u00e9ria, para ajud\u00e1-los a identificar e apoiar os seus empreendedores.<\/p>\n<p>Acredito que, mais do que qualquer outra coisa neste momento, o empreendedorismo \u00e9 a chave para a salva\u00e7\u00e3o e eleva\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica de \u00c1frica e exorto todos voc\u00eas a usarem a sua influ\u00eancia para promov\u00ea-lo como uma das nossas principais estrat\u00e9gias para erradicar a pobreza na Nig\u00e9ria.<\/p>\n<p>E que todos e cada um de n\u00f3s aqui adoptem uma ac\u00e7\u00e3o afirmativa, que ao regressarem \u00e0s suas respectivas institui\u00e7\u00f5es, tomem pelo menos uma ac\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que ajude os nossos empres\u00e1rios a terem sucesso porque o seu sucesso \u00e9 o nosso sucesso nacional.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>CONCLUS\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Para concluir, quero dizer que OS DESAFIOS DE POBREZA E DE DESENVOLVIMENTO DA NIG\u00c9RIA S\u00c3O GRANDES. MAS N\u00c3O EXCEDEM A CAPACIDADE DO NOSSO POVO DE resolv\u00ea-los!<\/p>\n<p>A defini\u00e7\u00e3o de insanidade \u00e9 fazer a mesma coisa repetidamente e esperar um resultado diferente. Vivemos numa nova era \u2013 uma era de desenvolvimento sustent\u00e1vel e necessitamos de uma nova filosofia de desenvolvimento e forma de fazer neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>O Africapitalismo fornece ambos e exige um PROP\u00d3SITO PARTILHADO para PROSPERIDADE PARTILHADA. A transi\u00e7\u00e3o da Nig\u00e9ria, e na verdade da \u00c1frica, da erradica\u00e7\u00e3o da pobreza para o desenvolvimento sustent\u00e1vel \u00e9 uma jornada em desenvolvimento, e o destino n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o importante quanto quem levamos consigo.<\/p>\n<p>Durante muito tempo, os nossos governos tentaram agir sozinhos e n\u00e3o funcionou. Os governos que aprenderam as li\u00e7\u00f5es do passado ser\u00e3o os que acompanhar\u00e3o o sector privado, o meio acad\u00e9mico, a sociedade civil, os aspirantes a empreendedores e, mais especialmente, os mais pobres e mais vulner\u00e1veis entre n\u00f3s neste caminho para o progresso e a prosperidade.<\/p>\n<p>A boa not\u00edcia para voc\u00eas, nossos l\u00edderes pol\u00edticos aqui hoje, \u00e9 que n\u00e3o precisam me carregar junto. J\u00e1 estou aqui, pronto para caminhar e trabalhar com voc\u00ea.<\/p>\n<p>Obrigado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Tony O. Elumelu,<\/strong> VIGARISTA<\/p>\n<p>Presidente, Herdeiros Holdings &amp;<\/p>\n<p>Fundador da Funda\u00e7\u00e3o Tony Elumelu<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Twitter: @TonyOElumelu e Instagram @TonyOElumelu<\/p>\n<p>Twitter: @Heirs_Holdings e Instagram: @HeirsHoldings<\/p>\n<p>Twitter: @TonyElumeluFDN e Instagram:<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Remarks by Tony O. 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