{"id":1209,"date":"2016-05-11T16:48:44","date_gmt":"2016-05-11T15:48:44","guid":{"rendered":"http:\/\/heirsholdings.com\/?p=1209"},"modified":"2024-11-04T16:23:21","modified_gmt":"2024-11-04T15:23:21","slug":"africa-transformada-digitalmente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.heirsholdings.com\/pt\/africa-digitally-transformed\/","title":{"rendered":"Como a \u00c1frica est\u00e1 a ser transformada digitalmente"},"content":{"rendered":"<header class=\"post-header\">\n<p class=\"simple-share\">\n<figure class=\"image-overlay\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.cnbcafrica.com\/ImageGen.ashx?image=\/media\/19105288\/tony_elumelu__wef.jpg&amp;crop=resize&amp;height=425&amp;Compression=75&amp;width=730\" alt=\"\"><\/figure>\n<p class=\"wp-caption-text\">Foto: WEF<\/p>\n<\/header>\n<div class=\"post-content clearfix\">\n<p>Atualmente, em toda a \u00c1frica, desde as maiores cidades at\u00e9 \u00e0s aldeias mais remotas, a tecnologia digital est\u00e1 a ter um impacto na vida quotidiana das pessoas e tem o poder de transformar comunidades e mesmo economias inteiras. Embora \u00c1frica ainda esteja atrasada em rela\u00e7\u00e3o a uma s\u00e9rie de infra-estruturas essenciais, como o acesso a \u00e1gua pot\u00e1vel, estradas pavimentadas e eletricidade, a ado\u00e7\u00e3o da telefonia m\u00f3vel pelo continente foi a mais r\u00e1pida de todas as regi\u00f5es do mundo e \u00e9 emblem\u00e1tica da sede dos africanos por novas tecnologias.  Al\u00e9m disso, apesar da preval\u00eancia de d\u00e9fices estruturais que inibem a ado\u00e7\u00e3o de tais tecnologias, principalmente o acesso \u00e0 energia, os utilizadores desenvolveram formas inovadoras de as adaptar ao contexto local.<\/p>\n<p>Em 2000, toda a \u00c1frica Subsariana tinha menos linhas telef\u00f3nicas do que a cidade de Nova Iorque e, entre os cerca de 400.000 \"aglomerados rurais\" que se calcula existirem em \u00c1frica, menos de 3% tinham acesso a uma linha telef\u00f3nica fixa.  E, de acordo com um estudo realizado pelo Centro de Investiga\u00e7\u00e3o Pew em 2002, que inquiriu cerca de 1.000 pessoas em cada um dos seis pa\u00edses da amostra, apenas cerca de 10% dos adultos tinham telem\u00f3veis na Tanz\u00e2nia, Uganda, Qu\u00e9nia e Gana, enquanto 33% na \u00c1frica do Sul possu\u00edam telem\u00f3veis.  No entanto, o inqu\u00e9rito de acompanhamento da Pew revelou que, em 2014, 89% dos adultos possu\u00edam agora um smartphone ou um telem\u00f3vel b\u00e1sico na \u00c1frica do Sul e na Nig\u00e9ria, 83% no Senegal e no Gana, 82% no Qu\u00e9nia, 73% na Tanz\u00e2nia e 65% no Uganda.<\/p>\n<p>O in\u00edcio do novo mil\u00e9nio marcou a aurora da era da informa\u00e7\u00e3o, come\u00e7ando com o advento da tecnologia digital de comunica\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s da Internet, do correio eletr\u00f3nico e dos telem\u00f3veis. Mas a comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 apenas o primeiro - e relativamente pequeno - passo no que se revelar\u00e1 uma transforma\u00e7\u00e3o completa na forma como educamos os nossos filhos, cuidamos dos doentes, interagimos com os nossos representantes eleitos, efectuamos transac\u00e7\u00f5es financeiras, desenvolvemos e mantemos redes sociais e comercializamos produtos.  Tal como a \u00c1frica criou formas \u00fanicas de adotar rapidamente os telem\u00f3veis e \"saltar\" a necessidade de construir linhas telef\u00f3nicas fixas obsoletas, a incorpora\u00e7\u00e3o da tecnologia digital em muitas outras facetas das nossas vidas ajudar\u00e1 a \u00c1frica a acelerar o ritmo do nosso desenvolvimento em v\u00e1rios sectores que necessitam de moderniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma das li\u00e7\u00f5es importantes do milagre africano dos telem\u00f3veis, frequentemente ignorada, \u00e9 a forma como este instrumento de comunica\u00e7\u00e3o avan\u00e7ado se tornou t\u00e3o rapidamente omnipresente.  Tudo come\u00e7ou com a privatiza\u00e7\u00e3o das companhias telef\u00f3nicas estatais e o fim das pr\u00e1ticas monopolistas em favor de um mercado aberto e competitivo.  Quando o sector privado foi autorizado a construir a infraestrutura de liga\u00e7\u00e3o, a vender telefones e a comercializar produtos, a ind\u00fastria explodiu e a ades\u00e3o dos consumidores ultrapassou a capacidade das empresas de acompanhar a procura.  As vantagens naturais das empresas - o fluxo de investimento privado, o empenhamento em satisfazer as necessidades do consumidor, a cultura da inova\u00e7\u00e3o e a necessidade de competir para sobreviver - revelaram-se fundamentais para o \u00eaxito sem precedentes desta nova tecnologia.<\/p>\n<p>A pr\u00f3xima vaga de transforma\u00e7\u00e3o digital exigir\u00e1 um n\u00edvel igual de lideran\u00e7a do sector privado, bem como uma forte parceria com o governo, a fim de criar um ambiente prop\u00edcio para permitir que as for\u00e7as de um mercado competitivo facilitem a inova\u00e7\u00e3o.  E, nos \u00faltimos dez anos, nenhum pa\u00eds africano fez mais para se preparar para a transforma\u00e7\u00e3o digital do que o Ruanda.<\/p>\n<p>O Ruanda \u00e9 l\u00edder no esfor\u00e7o de utiliza\u00e7\u00e3o da tecnologia digital como facilitador e acelerador, acabando por evoluir para se tornar o derradeiro multiplicador em todos os sectores.  \"A Internet \u00e9 um servi\u00e7o de utilidade p\u00fablica t\u00e3o necess\u00e1rio como a \u00e1gua e a eletricidade\", declarou o Presidente do Ruanda, Paul Kagame, que \u00e9 frequentemente referido como o \"presidente digital\" devido ao seu papel precoce e consistente na promo\u00e7\u00e3o da ado\u00e7\u00e3o de novas tecnologias pelo pa\u00eds.  J\u00e1 no ano 2000, o governo adoptou a pol\u00edtica de Infraestrutura Nacional de Comunica\u00e7\u00f5es de Informa\u00e7\u00e3o e um plano a longo prazo para alcan\u00e7ar a digitaliza\u00e7\u00e3o total e a transi\u00e7\u00e3o de uma economia essencialmente agr\u00e1ria para uma economia baseada no conhecimento.<\/p>\n<p>A primeira fase deste esfor\u00e7o consistiu em estabelecer os quadros legais e regulamentares, a segunda em construir a infraestrutura f\u00edsica e a terceira em utilizar a tecnologia para melhorar a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os em todos os sectores.  No final da segunda fase de desenvolvimento, em 2010, a taxa de crescimento do n\u00famero de utilizadores da Internet no Ruanda em dez anos era de 8 900 por cento, em compara\u00e7\u00e3o com a taxa de crescimento de \u00c1frica de 2 450 por cento e a taxa m\u00e9dia mundial de 444 por cento.  Como resultado direto deste crescimento, o Ruanda encontra-se agora na quarta e \u00faltima fase da sua transforma\u00e7\u00e3o digital: cria\u00e7\u00e3o de uma for\u00e7a de trabalho tecnologicamente sofisticada, incorpora\u00e7\u00e3o dos mais recentes recursos digitais pelo sector privado, acesso omnipresente a ferramentas avan\u00e7adas e forma\u00e7\u00e3o a n\u00edvel comunit\u00e1rio e melhoria dos servi\u00e7os prestados pelo governo.<\/p>\n<p>Outra forma de perceber como a transforma\u00e7\u00e3o digital pode abrir oportunidades para os africanos em todo o continente \u00e9 atrav\u00e9s da sua capacita\u00e7\u00e3o para o empreendedorismo.  Demasiadas vezes, o papel e o impacto das novas tecnologias centram-se na sua ado\u00e7\u00e3o por grandes institui\u00e7\u00f5es.  Embora isto seja importante, \u00e9 atrav\u00e9s da democratiza\u00e7\u00e3o do acesso a estas ferramentas avan\u00e7adas, bem como do conhecimento para as utilizar eficazmente, que acaba por conduzir a uma mudan\u00e7a que \u00e9 inclusiva.  Por exemplo, a c\u00e9lebre plataforma m-Pesa da operadora de telem\u00f3veis Safaricom do Qu\u00e9nia, que transfere fundos sem problemas entre utilizadores, \u00e9 bem sucedida devido \u00e0 sua ado\u00e7\u00e3o generalizada por pessoas e entidades de todo o espetro socioecon\u00f3mico.  O que come\u00e7ou por ser uma plataforma para enviar eficientemente o dinheiro ganho pelos trabalhadores que tinham migrado das zonas rurais para as cidades em busca de emprego tornou-se uma ferramenta importante para as pequenas empresas conclu\u00edrem transac\u00e7\u00f5es baratas, controlarem as receitas e o invent\u00e1rio e at\u00e9 acederem ao cr\u00e9dito.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m da aplica\u00e7\u00e3o de ferramentas espec\u00edficas, como o m-Pesa, h\u00e1 outras formas de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e \u00e0 capacidade de comunicar em tempo real com praticamente qualquer pessoa que tenha um telem\u00f3vel ou uma liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Internet, como os servi\u00e7os e programas que n\u00e3o existiriam sem a tecnologia digital.  Por exemplo, o Programa de Empreendedorismo Tony Elumelu (TEEP) - um esfor\u00e7o de 10 anos e $100 milh\u00f5es para identificar, formar, financiar e apoiar 10.000 empres\u00e1rios africanos em todo o continente - n\u00e3o teria sido poss\u00edvel sem as ferramentas de comunica\u00e7\u00e3o digital de que dispomos atualmente.  E muitos dos 2.000 empres\u00e1rios que foram seleccionados at\u00e9 agora incorporaram estas e outras tecnologias nos seus planos de neg\u00f3cios, exemplificando a import\u00e2ncia do acesso aos recursos e capacidades digitais para a cria\u00e7\u00e3o de emprego, o aumento do rendimento pessoal e a propaga\u00e7\u00e3o da prosperidade em todo o continente.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Photo: WEF Across Africa today, from the largest cities to the most remote villages, digital technology is making an impact on people\u2019s everyday lives, and has the power to transform communities and even whole economies. 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